Sobre
Trajetória
**Izarquino Gomes Ferreira**
**Uma vida dedicada à cultura popular**
Mestre Quito trilha sua jornada na cultura desde os 10 anos de idade, levando o carimbó às comunidades periféricas e incentivando jovens e adultos a se aproximarem da musicalidade tradicional. Filho da roça teve uma infância difícil, dividindo seu tempo entre o trabalho na agricultura e sua paixão pela música. Apesar das dificuldades, encontrou no carimbó um refúgio e, mais tarde, sua missão de vida.
Antes de formar seu próprio grupo, Mestre Quito integrou outras formações musicais, como o grupo de um amigo e o *Seca Boteco*, da região. Uma curiosidade sobre sua trajetória é que, na época, o ritmo hoje conhecido como carimbó era chamado de *samba* em sua comunidade.
### **A criação do Grupo de Carimbó Vaticano**
Em novembro de 1991, Mestre Quito fundou o **Grupo de Carimbó Vaticano**. A estreia oficial aconteceu em 24 de dezembro daquele ano, e o grupo logo ganhou notoriedade na região. Um dos grandes diferenciais da formação foi a presença de **Sr. Quiquito (in memoriam)**, um clarinetista excepcional que ajudou a enriquecer o som do grupo.
A rotina de apresentações era intensa, saíam para tocar na sexta-feira e só retornavam na segunda, levando a sonoridade do carimbó a diversas localidades. Mestre Quito lembra que já se apresentou em quase todas as comunidades do município de Irituia e em várias cidades do nordeste paraense.
Os primeiros ensaios aconteciam em uma pequena casa coberta de palha, à beira da estrada, na comunidade Lago Grande (Agrovila de Irituia). Com poucos recursos, começaram com dois tambores pequenos. Mestre Quito, autodidata, aprendeu a tocar a *bandorra* (banjo) apenas observando outros músicos e praticando sozinho, sem nunca ter feito aulas formais.
O primeiro convite para tocar com remuneração foi na comunidade Mariano. Até então, o grupo se apresentava apenas em troca de lanches. Esse marco também trouxe novos integrantes de fora da família, consolidando ainda mais o grupo.
### **Mestre Quito: artesão e educador popular**
Além de músico e percussionista, Mestre Quito se destaca como artesão, fabricando artesanalmente instrumentos essenciais para o carimbó, como **curimbó, maraca e milheiro**. Seu conhecimento é passado adiante de forma voluntária, por meio de apresentações e oficinas em escolas e igrejas do município.
Para ele, fazer cultura é um ato de amor e resistência. Sua luta constante é pelo reconhecimento e valorização do carimbó como patrimônio imaterial da comunidade. Seu compromisso com a transmissão dos saberes tradicionais tem um objetivo maior: **manter viva a identidade cultural de seu povo e garantir que as futuras gerações continuem a vibrar ao som do carimbó**.
### **Participações em Festivais e Eventos**
Ao longo de sua trajetória, Mestre Quito e o Grupo de Carimbó Vaticano marcaram presença em diversos festivais e eventos culturais, entre eles:
* Participação em **todos os Festivais de Carimbó Irituiense** (até a 23ª edição). * Apresentações em diversas edições do **Festival da Cultura Irituiense**. * Participação no **I Festival do Carimbó em São Miguel do Guamá - PA**. * Presença na **II Conferência Municipal de Cultura de Irituia (Out/2023)**. * Apresentação na **III Noitada Cultural da AMAI (Ago/2024)**. * Apresentação com a **Folia de São Benedito no XXIII Festival do Carimbó Irituiense (Jan/2025)**. * Apresentação com o **Grupo de Carimbó Vaticano no XXIII Festival do Carimbó Irituiense (Jan/2025)**.
### **Atuação em outros grupos culturais**
Além de coordenar o **Grupo de Carimbó Vaticano**, Mestre Quito também integra outras expressões culturais do município. Ele faz parte do **Grupo de Carimbó da Melhor Idade** e do **Boi Douradinho da Melhor Idade**, ambos ligados à Secretaria de Assistência Social de Irituia.
Com sua trajetória dedicada ao carimbó, Mestre Quito segue firme na missão de preservar e fortalecer a cultura popular, inspirando novas gerações e mantendo vivo o legado da musicalidade paraense.
OBS: PORTFÓLIO ANEXO
Atuação
Áreas
- MÚSICA
- DANÇA
- CULTURA POPULAR
- PATRIMONIO CULTURAL IMATERIAL